sábado, 27 de março de 2010
s/t
há um dia finalmente em que os dedos descansam sobre o teu corpo e tocam as teclas exactas do coração onde dói onde dói onde há feridas abertas, demasiado expostas às intempéries, demasiado expostas ao sal das lágrimas, cansadas do vermelho do sangue eterno, cansadas de serem sozinhas num corpo abandonado num corpo abandonado por quem o preenche dia após dia hora após hora. num corpo abandonado por quem o acorda as manhãs e o veste para ir à rua e lhe esboça sorrisos, por quem lhe limpa as lágrimas por quem lhe põe o lápis recto perfeito ou não sobre os olhos redondamente meigos onde o mundo gira gira gira e tem uma só cor que são muitas.
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Gosto.
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