segunda-feira, 23 de agosto de 2010

falta de ar

a avidez da procura constante e permanente o não saber dizer este amor que cresce e se disfarça de outros monstros deste amor que aumenta a dificuldade da geografia do peso dos dias do nevoeiro entre os cabelos de querer os teus dedos no meu corpo os lugares comuns do amor e os criativos da paixão escritos ou fotografados ou desenhados ou retratados de os querer tanto mais e tão pouco além do quotidiano lavarmos os dentes no mesmo copo e não deixar de gostar de como imagino que te babes a dormir eu invento histórias contigo invento te a acordar de manhã ao meu lado e os meus braços estão dentro do teu corpo quente quando eu me deito sou eu quem te beija de manhã sou eu quem te beija sou eu quem te beija querer-te como mais que do que história querer-te como mais do que histórias querer-te para lá da imaginação querer-te real preciso de ti não personagem dizer-te que eu actriz não serei nunca preciso de ser eu sem querer e querer-te com coragem de escrever o teu nome querer-te com a coragem quotidiana de dividirmos contas de dividirmos vidas de partilharmos a fatia do mesmo bolo preferido de dizer que isto é amor de te chamar amor de contar ao meu pai e de dizer à minha mãe que tenho um namorado de andarmos de mãos dadas na rua onde eu moro e de me dares um beijo na boca à porta da tua casa

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