Somos feitos da matéria dos sonhos.
Boiamos.
Às vezes.
Também vamos ao fundo.
Fazemos bolhinhas.
De sabão, da infância
ou das infâncias
ou dos sonhos de infâncias.
Fazemos amor.
Corpos com água.
Como água.
Como águas.
Como um rio.
Leva-me ao teu mar e deixa-me ficar sentada na areia e ver-te chegar, devagar. Outras vezes depressa. Outras vezes devagar. Outras vezes depressa. Mais devagar. Exactamente à velocidade com que respiro a paisagem do teu corpo suspenso na água.
Boiamos.
Às vezes.
Também vamos ao fundo.
Vou deitar-me ao teu pôr-do-sol. Fechar-te os olhos como nenúfares e ser água doce em ti.
Liquidez.
Água. 20º graus. 21º. 24º.
Ou serão horas,
ou será tempo,
ou serão graus,
ou será amor.
O que é a quantidade?
O que é a quantidade?
Matéria do tempo.
Do espaço.
Ocupação.
Invasão.
O que é a quantidade?
Absurdo.
Absurdo como água,
como rio,
como mares,
como fronteiras.
Absurdo.
Vou tentar dizer ao contrário.
Não consigo.
Amor em Roma.
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Brutalíssimo
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