quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
desej-arte.
há uma fragmentação possível no teu tempo onde eu encaixe como encaixo em ti quando não tens pressas e quando a tua sombra se esquece de te adiantar os passos para longe. há um lugar possível onde se pare o tempo e o tempo pare e os ponteiros dos relógios se espreguicem e amanheçam devagar. há dias em que acordo de manhã e as nuvens me parecem todos os nossos sonhos e o céu não me parece nada além do céu e no entanto sei que quero chegar lá contigo de novo de novo de novo. saber a temperatura do ar que respirar. se o amor for quente podemos andar de balão, se não havemos de aprender a voar. eu às tuas cavalitas, numa viagem. e a mochila não em lado nenhum tudo o que preciso está em ti e tu em mim que pieguice é assim amar. põe pontuação, é preciso respirar mesmo quando estou contigo e parece que o ar não chega porque o amor sobe. o amor começa nos pés, começa na ponta dos dedos quando tocam o teu chão ou quando te pisam e depois sobe e os joelhos tremem e depois sobe sobe e dói-me a barriga como se fosse uma dor boa e depois é no peito, no coração e a pior espécie de amor é o amor consciente, que parece irremediavelmente apetecível quando eu não sei quando, eu não sei quando é que o sempre acontece. acrescenta o para. o para sempre. o meu amor por ti começa a estar entre os meus caracóis. na cabeça, era isso. gosto de ti conscientemente, por impulso linear e decisão ponderada.
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O amor é lindo...
ResponderEliminare finalmente descobri onde é que ele sempre começa: nos teus caracóis, aqueles de que eu tanto gosto! ;)
Belíssimo texto.
Excelentes antíteses no final
.feio_do_irc.