E eu em frente de ti fico muda e o meu corpo eu não sei
mas perco a sintaxe, do corpo. Talvez devesse saber melhor,
os lugares de mim. Percebes?
É como quando conheces bem Espanha mas nunca foste sei lá
ao porto. Ou nunca viste o sol nascer no alentejo.
Eu também nunca vi o sol nascer em ti. O reflexo do sol
nos teus olhos. O nascer nos teus olhos. Nunca reparei
quanto tempo demoras a abrir os olhos, de manhã. Nem sei
como, não sei quanto. Tempo. Olha, sabes, nem sei há quanto
tempo gosto de ti.
Não sei o amor. Acontece de manhã.
Eu não uso relógio. Quando é de manhã, eu não sei.
Eu acordo-te. Eu quero ver-te acordar.
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Não usar relógio é das melhores e piores coisas que se pode fazer.
ResponderEliminar- Não sabemos do tempo, por isso demora-se mais
- Mas quando ele passa a correr, não o temos para nos avisar.
Não gosto de usar relógio, porque assim posso-me perder a ler o blog sem me interessar mais nada. Todo o mundo para mim pára perante a satisfação da leitura destas letras dançarinas em frases bonitas.
O Sr. Anónimo (que só para nós o é) disse praticamente tudo.
ResponderEliminarSim, não sou original. Mas não gosto de repetir o que foi dito.