terça-feira, 17 de novembro de 2009

a hora a que o sol nasceu

acordar
e ser o ar que dança entre as tuas pestanas,
e ver nos teus lençóis a pureza das manhãs de inverno,

acordar
e ter a chuva nas minhas mãos, dar-ta,
intacta,
para lavares a cara.

acordar
e sermos o dia seguinte
e estarmos ainda juntos,

como se o tempo fosse tão infinito
quanto o amor.

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